sábado, 22 de setembro de 2012

MAPA DE BICICLETAS




Internauta:

Esse fim de semana se comemora o dia mundial sem carro. Não sei exatamente o dia, se 22, 23 ou outro qualquer. O que importa?

Estivemos na sexta-feira no lançamento do mapa das ciclovias cariocas. Foi em Copacabana, no quiosque da Riotur. Assim, que chegamos ao evento – de bicicletas – fomos informados que nossa presença não seria possível, tendo em vista tratar-se de um evento oficial da Prefeitura e nós somos candidatos.

Sim, a gente entendeu, nos afastamos do local. Logo a seguir nos pediram para ficarmos mais longe, atendemos de novo. Para nossa surpresa, mais uma vez solicitaram que deveríamos ficar mais longe ainda. Ora, é claro que estávamos incomodando alguém da organização do evento. Mas para não criar um clima ruim. Decidimos fazer nossa campanha como sempre fazemos: pedalando.

O Prefeito Eduardo Paes não apareceu. Por sinal não o encontramos na Zona Sul nessa campanha. Não sabemos se veio ou não por aqui, o que dizemos é que não o vimos uma vez sequer.

O fato que chamou a atenção é que nenhum participante da organização do evento chegou de bicicleta. Ora, o incentivo é para os outros pedalarem? Não deveríamos começar dando o exemplo?

Carlos Pedala. Pedala com você. 

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

ESTACIONANDO BICICLETAS


RETA DE CHEGADA




Internauta:


A campanha está chegando ao final. Após, quase quatro meses (pré-campanha) o cansaço começa a chegar. Andamos uma média de 70km de bicicleta por dia, do Leblon à Praça Máua. A recepção do povo tem sido espantosa.

Mas agora é a reta final. Vamos partir para  o corpo a corpo mais intenso. Vamos descer das bicicletas e falar sobre o que significa nossa proposta. Nem todos entendem o conceito de modo claro.

Pedalar, andar de bicicleta é algo simples quando feito por uma pessoa. Mas pretender colocar toda a Cidade nesse movimento não é exatamente uma tarefa fácil de conseguir.

Precisamos elaborar políticas públicas. Com seus objetivos explicitados bem como suas metas quantificadas e estabelecidas no tempo. Há que se ter uma previsão orçamentária. O que por si só já é um grande problema.

Ou seja, o que pretendemos é bem mais que fazer ciclovias. Precisamos sensibilizar a população para a necessidade de racionalizar o uso do automóvel. Sem com isso interferir na indústria do setor. Do mesmo modo com as concessionárias de transportes públicos.

A educação do povo de nossa cidade para o uso da bicicleta como meio de transporte é essencial. Não podemos ver a bicicleta como um empecilho ao trânsito. Cada bicicleta usada é um carro em potencial a menos.
É isso e muito mais.

Carlos Pedala. Pedala com você. 

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

POLÍTICA PÚBLICA




Internauta:

A campanha está chegando à reta final. Vislumbramos que existe uma confusão entre o papel do vereador e do prefeito. Alguns eleitores confundem as funções. Exigem que o candidato a vereador coloque proposta de realizações que seriam mais próprias do Poder Executivo.

Defendemos a seguinte proposta: “Transformar a Cidade do Rio de Janeiro em um lugar agradável ao ciclismo.” É uma formulação ideológica. Embora andar de bicicleta seja realmente uma coisa simples individualmente, quando transferimos para a massa, torna-se um pouco mais complexa.

Quem é ciclista profissional, principalmente se esportista, deveria já estar familiarizado com o tema. Ora, a Rio+20 foi ontem (sentido figurado). Os temas: sustentabilidade, diminuição da emissão de gases tóxicos, transportes alternativos, mobilidade urbana etc. Deveriam ser de fácil assimilação por todos. Porém, não é o que acontece.

Percebemos que diversas pessoas querem que articulemos propostas concretas. Tais quais: manutenção de trechos da malha cicloviária existente, interligação de trechos, iluminação, resolução de problemas específicos de ocupação indevida das vias, criação de ciclofaixas e ciclorrotas e etc.

Talvez elas não estejam integradas de fato com o assunto. E tenham interesse em conhecer as possibilidades. Todavia, devido ao entendimento do papel do vereador, não pensamos em especificar tais problemas. Não por desconhecê-lo de todo, embora saibamos que temos muito a aprender. Mas por não entender que eles seriam meramente exemplificativos.

Quando falamos em defender o ciclismo, sabemos que já existe uma política municipal em andamento para tal (se é boa ou não é outra história). Precisamos estar integrados totalmente nas ações especificas existentes para que, a partir delas, consigamos, ouvindo os diversos setores da sociedade diretamente interessados, propor soluções que colaborem de fato na consecução de nossos objetivos.

Senão estamos praticando um discussão vazio e meramente eleitoreiro. Ganhar a eleição é importante, contudo, o mais importante é levar adiante a ideia. 

É isso.

Carlos Pedala. Pedala com você. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

RIO CIDADE DE CICLISTAS




Internauta:

O tempo tem colaborado com nossa campanha. Os dias de sol favorecem a pedaladas pela Cidade. Conseguimos atingir um relativo grau de conhecimento dos eleitores.

Agora é hora de demonstrarmos de fato quem somos. Não estamos apenas brincando, não inventamos um personagem apenas. Temos uma proposta bem construída.

“Fazer do Rio de Janeiro uma Cidade amigável aos ciclistas.” Mas o que isso significa na prática? Ora, o primeiro sentido da proposta é podermos nos deslocar pela cidade inteira, em segurança e com conforto.

Alguns amigos ainda não entenderam que nossa mensagem é uma só: Pedalar. Convidamos todos a fazer esse exercício. Eles pedem que façamos propostas mais concretas. Tal qual a criação de ciclovias, a ligação das ciclovias já existentes a outras, a melhoria de determinado trecho, a criação de ciclofaixas em tais e tais lugares.

Entendemos as demandas especificas, já tivemos a oportunidade de conversas com moradores de determinadas localidades e chegou-nos ao conhecimento outras. Tais como: o movimento pela ciclovia em Laranjeiras-Cosme Velho, a ligação via ciclovia do Rio das Pedras ao Centro da Freguesia em Jacarepaguá e a implantação de ciclovia na Avenida Brasil.

É, caro eleitor, essas demandas existem. Umas mais consolidadas em movimento organizados e outras ainda na fase do “seria legal.” Ah, quase esquecemos. Existe ainda um sonho antigo de transformar a linha de trem que liga a Central do Brasil a Deodoro em Metrô, aproveitando-se do espaço da superfície para a criação de vias e ciclovias e acabando com a separação de vários bairros pelos trilhos.

A gente promete estudar e contribuir no que for possível para que essas ideias sejam efetivadas. Uma vez que todas estão contidas na proposta: “Rio Cidade de ciclistas.”

Carlos Pedala. Pedala com você.  

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

A GUETIZAÇÃO DOS CICLISTAS DE PORTO ALEGRE




A guetização dos ciclistas de Porto Alegre

Daniel Cunha

Publicado originalmente em www.vadebici.wordpress.com 

As obras de engenharia e de arquitetura, mais do que estruturas e construções, sempre deixam as marcas de sua intenção em seu resultado final. O caso da estrutura cicloviária de Porto Alegre oferece um claro exemplo disso. Tomemos a ciclovia da avenida Ipiranga. Ela foi construída fora do leito da pista, sobre o talude que margeia o Arroio Dilúvio. Por isso, há obstáculos na pista, como postes de energia elétrica, que causam estrangulamentos na faixa de circulação. Ela está localizada embaixo de fios elétricos de alta tensão. Há cercas de ambos os lados da ciclovia, que a isolam e dificultam o acesso. Por fim, conforme prevê o projeto, será necessário trocar de lado na avenida cinco vezes ao longo do trajeto. Em termos de trânsito de bicicletas, seria difícil imaginar algo pior do que isso. De fato, o que se aterializa neste projeto é a clara intenção, não de facilitar o tráfego de ciclistas, mas de afastá-los do leito da pista para que os automóveis possam trafegar sem precisar compartilhá-la. A bicicleta é claramente tratada como um problema, um incômodo a ser "gerenciado" e apartado. Em suma, um verdadeiro gueto para confinar os párias que ousam fugir à norma do transporte individual motorizado-poluidor.

Analisemos agora as novas ciclovias cuja concepção inicial de projeto foi apresentada recentemente em reunião com a comunidade na Cidade Baixa. Na Loureiro da Silva, propõe-se construí-la junto ao canteiro central, justamente o local de pior acesso, que isola os ciclistas. Na José do Patrocínio, propõe-se uma ciclovia bidirecional, o que aumenta muito o risco de acidentes, além de provavelmente restringir o espaço potencial para bicicleta. Na Érico Veríssimo, a proposta é fazer a ciclovia sobre o canteiro central, embretada em meio às árvores. Mais uma vez, a bicicleta é tratada como um problema a ser gerenciado, os ciclistas são espremidos e jogados sobre terrenos improváveis, para que os veículos motorizados possam se deslocar sem ser importunados em seu sagrado deslocamento. As soluções óbvias - ciclovia na margem da pista na Loureiro da Silva, duas ciclovas unidirecionais na José do Patrocínio e na Lima e Silva e ciclofaixa no leito da pista na Érico Veríssimo - não são cogitadas.

Conforme o arquiteto que apresentou as propostas da prefeitura, é preciso haver "tolerância" para com o trânsito de bicicletas. Trata-se de discurso que apenas confirma o processo de guetização dos ciclistas. Ou alguém imagina que o movimento feminista reivindica que as mulheres sejam "toleradas" pelos homens? Ou que os movimentos antirracistas demandem que os negros sejam "tolerados" pelos brancos? "Tolerância" pressupõe a reprovação. De fato, as ciclovias construídas e projetadas pela prefeitura são monumentos à "tolerância": toleramos os ciclistas, desde que estejam fora do nosso caminho, apartados do espaço onde circulamos, espremidos em guetos. Elas são o registro físico, na forma de obras de engenharia, da opção política incondicional da prefeitura de Porto Alegre: a prioridade absoluta e intocável da circulação de automóveis - a mais insustentável forma de transporte urbano - sobre as demais formas de locomoção. Enquanto esta política não for modificada, não haverá uma única ciclovia decente nesta cidade.

O que os ciclistas de Porto Alegre querem não é "tolerância". Não queremos ser "tolerados" pelo prefeito, pelo presidente da EPTC ou pelos motoristas. Não queremos pedalar em guetos que eles chamam de "ciclovias". O que queremos é respeito e dignidade.

POLÍTICA





Internauta:

A campanha continua firme. Alguns percalços no caminho, naturais em qualquer empreendimento. Nas ruas as pessoas já nos são familiares. A segunda fase já está chegando ao final. Agora, é o corpo-a-corpo. Vamos olhar nos olhos do eleitor.

Recebemos várias criticas sobre o que falamos e o que deveríamos falar. Ou sobre esse ou aquele tópico. Todas são bem vindas. O problema é que algumas vezes as pessoas se excedem. Elas de um modo geral não veem os políticos com bons olhos. E querem que você pague pelo erro de outros. Não achamos isso justo.

Outra coisa que parece não entenderem muito bem é a função do vereador. Até mesmo pessoas mais esclarecidas. Elas querem promessas concretas, querem que nós façamos promessas de realizações. Esperam que saibamos tudo sobre o mote de nossa campanha. No caso o ciclismo. E todos os seus problemas.

Ora, eleitor. Nós somos políticos. Defendemos uma plataforma política. É impossível que dominemos todos os assuntos e saibamos de antemão qual são todas as demandas que o ciclismo tem em nossa Cidade.

A gente não está aqui para passar de sabidões e cheios de propostas e respostas prontas. Não é essa nossa ideia. A gente tem uma ideia geral que é: tornar a cidade mais amigável aos ciclistas.

O ciclismo tem diversas modalidades. Não somos atletas. Vamos trabalhar diretamente na questão da mobilidade urbana. É esse o principal foco. É claro que estamos abertos ao diálogo com todos. Precisamos ouvir, conversar, estudar, procurar saber as dificuldades não só da população como da própria Administração Pública.

Infelizmente, não existem soluções mágicas. Sabemos disso e sabemos as dificuldades que existem para passar da ideia à prática. É isso.

Carlos Pedala. Pedala com você. 

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

LIBERDADE DE EXPRESSÃO E OPINIÃO




Internauta:

Sou candidato ao carto de vereador na Cidade do Rio de Janeiro. Minha proposta é simples: trabalhar para tornar a Cidade amigável ao ciclista.

Venho recebendo diversas críticas por isso. Seja pelo fato da ideia ou por apoiar o candidato à reeleição Prefeito Eduardo Paes. Moro na Zona Sul do Rio, onde o candidato em segundo lugar nas pesquisas tem seu maior reduto eleitoral.

Não me importo com as críticas quando educadamente formuladas. Mas não me calo diante de pressões ou qualquer tipo de agressão a mim e as pessoas às quais estou ligado. Tenho recebido agressões verbais e xingamentos. Ora,  você que age assim, não está a favor do bem? Do candidato bonzinho? Como podem tratar o outro de forma tão violenta e grosseira? Apenas porque ele não comunga das suas ideias políticas.

O mesmo acontece com alguns defensores do ciclismo. Dizem que sou oportunista e não entendo nada de ciclismo. Ora, eu não sou atleta. Não estou defendendo a bandeira do esporte em si. Embora entenda que o mesmo deva ser incentivado.

Participei de alguns eventos como mero expectador e vi que havia mais atletas do que público. Quando procuro divulgar minha candidatura através das mídias sociais (Facebook), nos grupos existentes. Dizem que não posso postar minhas ideias e divulgar minha candidatura, pois se trata de um lugar exclusivo para falar de ciclismo. Pô, agora começo a entender porque esporte não atinge as massas.

Ora, se venho com uma plataforma política defendendo a divulgação do ciclismo como fator de mobilidade social, no qual o esporte exerceria um forte destaque de divulgação da ideia. Como posso ser tratado dessa forma?  

Falar que o Facebook não é lugar para política. Dizer que todos políticos são iguais. Não sei, mas acho que isso não vai contribuir para nada.

Talvez fosse melhor defender a liberdade de expressão e opinião política.

Carlos Pedala. Pedala com você. 

CICLOVIAS NA HOLANDA

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

JULIEN ASSANGE





Discurso de Julien Assange, na embaixada do Equador, Londres.


Falo daqui, porque não posso estar mais perto de vocês. Obrigado por estarem aí.

Obrigado pela coragem de vocês e pela generosidade de espírito.

Na noite de 4ª-feira, depois de essa embaixada ter recebido uma ameaça, e de a polícia ter cercado o prédio, vocês vieram para cá, no meio da noite, e trouxeram, com vocês, os olhos do mundo.

Dentro da embaixada, durante a noite, eu ouvia os policiais andando pelas entradas de incêndio do prédio. Mas sabia que, pelo menos, havia testemunhas. Isso, graças a vocês.

Se o Reino Unido não pisoteou as convenções de Viena e outras, foi porque o mundo estava atento e vigilante. E o mundo estava vigilante, porque vocês estavam aqui.

Por isso, da próxima vez que alguém lhes disser que não vale a pena defender esses direitos tão importantes para nós, lembrem a eles dessa noite de vigília, tarde da noite, na escuridão, à frente da Embaixada do Equador. Façam-nos lembrar como, pela manhã, o sol raiou sobre um mundo diferente, quando uma valente nação latino-americana levantou-se em defesa da justiça.

Agradeço ao bravo povo do Equador e ao presidente Correa, pela coragem que manifestaram, ao considerar o meu pedido e ao conceder-me asilo político.

Agradeço também ao governo e ao ministro do Exterior do Equador Ricardo Patiño, que fizeram valer a Constituição do Equador e sua noção de cidadania universal, na consideração que deram ao meu caso.

E ao povo do Equador, por apoiar e defender sua Constituição. Tenho uma dívida de gratidão também com o pessoal dessa embaixada, cujas famílias vivem em Londres e que me manifestaram gentileza e hospitalidade, apesar das ameaças que todos eles receberam.

Na próxima 6ª-feira, haverá reunião de emergência dos ministros de Relações Exteriores da América Latina em Washington, DC, para discutir essa nossa situação. Sou extremamente grato ao povo e aos governos de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México, Nicarágua, Peru, Venezuela e a todos os demais países da América Latina que defenderam o direito de asilo.

Ao povo dos EUA, Reino Unido, Suécia e Austrália, que me deram apoio e força, mesmo quando seus governos me negavam qualquer direito. E às cabeças mais arejadas de todos os governos, que ainda lutam por justiça: o dia de vocês raiará.

À equipe, apoiadores e fontes de Wikileaks, cuja coragem, compromisso e lealdade foram sem iguais.

Minha família e meus filhos, que vivem sem pai, perdoem-me. Logo estaremos novamente reunidos.

Enquanto Wikileaks estiver sob ameaça, ameaçadas estarão também a liberdade de expressão e a saúde de nossas sociedade. Temos de usar esse momento para articular a decisão diante da qual está hoje o governo dos EUA.

Voltará o governo dos EUA a reafirmar os valores sobre os quais aquela nação foi fundada? Ou o governo dos EUA despencará do precipício, arrastando com ele todos nós, para um mundo perigoso e repressivo, no qual os jornalistas serão para sempre silenciados, pelo medo das perseguições, e os cidadãos serão condenados a sussurrar na escuridão?

Digo que isso não pode continuar. 

Peço ao presidente Obama que faça a coisa certa. 

Os EUA têm de desistir dessa caça às bruxas contra Wikileaks. 

Os EUA têm de cancelar a investigação pelo FBI, contra Wilileaks.

Os EUA têm de se comprometer a não perseguir nem processar nosso pessoal, nossa equipe e nossos apoiadores.

Os EUA têm de prometer, ante o mundo, que nunca mais perseguirão jornalistas exclusivamente porque jornalistas lancem luz sobre crimes cometidos pelos poderosos.

Têm de ter fim todos os discursos insanos sobre processar empresas de jornalismo, seja Wikileaks ou o New York Times.

A guerra do governo dos EUA contra os que apitam e lançam sinais de alarme justificado e legítimo tem de acabar.

Thomas Drake e William Binney e John Kiriakou e tantos outros heroicos guardas avançados, que alertaram para os piores perigos que eles, antes de outros, viram chegar, têm de ser – eles têm de ser! – perdoados e indenizados pelos riscos a que se expuseram e pelos sofrimentos que padeceram, para bem cumprir seu dever, como bons servidores do interesse público.

E o soldado que permanece em prisão militar em Fort Levenworth, Kansas, que a ONU constatou que viveu sob as mais monstruosas condições de prisão em Quantico, Virginia, e que ainda não foi julgado, mesmo depois de dois anos de prisão, tem de ser posto em liberdade. 

Bradley Manning tem de ser libertado.

Se Bradley Manning realmente fez o que é acusado de ter feito, então é herói e exemplo para todos nós, e um dos mais importantes prisioneiros políticos do mundo, hoje.

Bradley Manning tem de ser libertado.

Na 4ª-feira, Bradley Manning completou 815 dias de prisão sem julgamento. A lei estipula o prazo máximo de 120 dias.

Na 3ª-feira, meu amigo Nabeel Rajab, presidente do Centro de Direitos Humanos do Bharain foi condenado a três anos de prisão, por um tweet

Na 6ª-feira, uma banda russa foi condenada a dois anos de cadeia, por uma performance de conteúdo político.

Há unidade na opressão. Tem de haver absoluta unidade e absoluta determinação na resposta. Obrigado.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

RETO AGIR




Internauta:

A campanha começa a esquentar. Os resultados do trabalho que realizamos até aqui, indicam os objetivos traçados estão sendo atingidos.

As pessoas nos param e pedem mais informações sobre as propostas que temos. Vamos continuar o caminho escolhido.

Há várias ofertas e aparentes oportunidades para que busquemos outras formas e nichos de divulgação. Devemos resistir as “tentações” e continuar como a estratégia traçada.

Não podemos dividir as forças e seguir por caminhos já trilhados por outros, dos quais sabemos por observação não levarem a nada. O eleitor não é bobo. Longe disso. Assim, compreendemos que o melhor a fazer é ser direto no ponto e dizer ao que viemos.

Somos convidados para rodas de samba, visitações a igrejas evangélicas, obras assistenciais, seguimentos profissionais, sindicatos cartoriais, etc. Respeitamos todos e entendemos suas demandas. Quando eleitos, estaremos dispostos a colaborar com o que for preciso.

Apenas gostaríamos de ressaltar que há uma estratégia de campanha traçada, devemos confiar no que planejamos durante bastante tempo. As oportunidades de divulgação das ideias que defendemos têm que ser analisadas com precisão.

A congruência com as ideias que pregamos deve ser observada. É o reto agir e o reto pensar que falava o filósofo grego Aristóteles. A essência da proposta é: tornar a Cidade do Rio de Janeiro amigável aos ciclistas.

As consequências da viabilização dessa ideia são muitas. Tais como: preservar o silêncio, melhorar as condições do trânsito, melhorar as saúde do cidadão, incentivar o esporte, preservar o planeta, diminuir a poluição e por aí vai.

Não se trata de uma panaceia para todos os males, mas achamos que uma  simples mudança de atitude pode contribuir de modo significativo para o bem-viver dos cariocas.

Carlos Pedala. Pedala com você. 23 543

domingo, 12 de agosto de 2012

SILÊNCIO E JOGOS




Internauta:

Hoje, é dia dos pais. Desejo felicidade a todos. Embora entenda que essas datas são boas para o comércio, pois devemos expressar nosso amor aos pais, às mães, às namorada(o)s e a todos, todos os dias.

As Olimpíadas terminam hoje também. O roteiro foi seguido à risca. No futebol, ganhamos a prata, ou melhor, perdemos o ouro. Mas valeu. A garotada se esforçou, por mais que queiramos vencer, perder faz parte do jogo.

O prefeito foi lá receber a tocha. A bola agora está com a gente. Vamos ver se daqui a quatro anos a gente melhora um pouco. Devemos sempre manter o otimismo.

Lembrando que as eleições estão chegando. E devemos pensar bem quem serão nossos representantes quando os jogos olímpicos aqui chegarem.

E como alguém lembrou: andar de bicicleta é muito mais do que apenas andar de bicicleta. Pensem sobre isso. E viva o silêncio. Já reparou como ele é eloquente.

Carlos Pedala. Pedala com você. 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

RIO DA BICICLETA





Internauta:

A campanha parece começar a fazer efeito. Por todos os lugares, onde passamos habitualmente, as pessoas já nos reconhecem e saúdam a proposta de andar de bicicleta.

É de fato uma campanha ecológica. O cansaço natural pelo esforço tem melhorado o sono e sentimo-nos mais dispostos a cada dia que passa. Várias pessoas se oferecem para trabalhar com a gente.

Ainda não estamos na fase de divulgação direta. Trabalhamos com a ideia de uma divulgação mais geral. Vemos poucos candidatos nas ruas e poucos cabos eleitorais também.

Algumas placas e pouquíssima distribuição de santinhos é o que conseguimos observar, principalmente, no Centro. E um pouco no Aterro do Flamengo aos domingos.

A única exceção é o candidato a vereador Guaraná. Que está presente por toda a cidade. Ele tem um grande aparato. A campanha dele é maior do que de todos os outros candidatos a prefeito juntos.

Nós vamos continuar pedalando nossa bicicleta e divulgando a ideia de uma Cidade ciclística.

Carlos Pedala. Pedala com você. 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

JUSTIÇA ELEITORAL




Internauta:



Ser candidato não é uma tarefa tão simples. A Justiça Eleitoral exige grande quantidade de certidões e documentos. Há a necessidade da homologação pela justiça do seu registro de candidato.

Até aí, tudo certo. Realmente todos temos que comprovar sermos dignos e cidadãos de bem, antes de tudo, pois se não comprovamos, não somos.

Comigo se deu um fato interessante. Após ver a publicação do deferimento de minha candidatura no site do TER-RJ fiquei tranquilo, achando que estávamos com a candidatura plena.

A partir daí, procurei me dedicar integralmente à campanha. Ocorre que nessa sexta-feira, decidi visitar o local onde nasci e ainda moram minha querida Mãe, irmãos e afins. É sempre bom rever os amigos e avisá-los de nossa candidatura.

Lá, recebi telefonema do PPS para que me dirigisse ao TRE, no Centro do Rio e procurasse me informar no quarto andar sobre o que estava ocorrendo com a publicação da homologação da candidatura, uma vez que não a encontraram o D.O.

No cartório fui informado que de fato havia ocorrido a homologação e a publicação da mesma. E que o partido não havia visto.

Liguei para o PPS, onde o Sr. Percinoto orientou-me a pedir o dia da publicação. Voltei ao cartório, onde a funcionária se demonstrou bastante indignada com a minha petulância. Exasperando-se e falando em voz alta e alterada que a obrigação de verificar a publicação era minha e do partido e que eu estava perturbando o trabalho deles.

Com a publicação em punho a funcionaria ordenava que eu olhasse para ver que não havia ninguém mentindo ou coisa que o valha no cartório. Perguntava insistentemente se eu tinha visto.

Apenas quando respondi que tinha problemas visuais e não conseguia enxergar o que estava escrito foi que a mesma voltou a sua tranquilidade e em tom um pouco mais sereno , porém ainda exasperado disse que eu procurasse no D.O do dia 30 de julho entre as páginas 65 e 67 do mesmo. E repetindo que era obrigação minha e do partido verificar a publicação.

Dirigi-me então à sede do partido, onde verificamos o erro no número de nossa candidatura. A publicação foi homologada com o número 22.543 e não 23.543.

Esse pequeno equívoco fez o meu nome não constar no rol dos candidatos do PPS o que originou a confusão. Orientado pelo partido redigi carta de próprio punho direcionada ao juiz eleitoral pedindo a correção. No cartório me informaram que não faria diferença, pois havia outro número correto na publicação. O que você acha eleitor, deveria ou não me preocupar?

Carlos Pedala. Pedala com você. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

OS CARIOCAS




Intenauta:

A campanha continua a toda. Estamos pedalando pelo Centro. O bairro é bastante movimentado. A falta de educação de alguns motoristas é a maior dificuldade que encontramos.

Hoje, já na volta, na praia do Flamengo, em frente ao número 200, fomos fechados por um carro que resolveu estacionar na nossa frente. Era como se não existíssemos. Esperamos uma passageira descer para a motorista resolver nos deixar passar.

Andar de bicicleta é de fato perigoso nas ruas do Rio de Janeiro. Falta educação aos motoristas, aos pedestres e aos próprios ciclistas. Nem nas ciclovias encontramos uma segurança adequada, tendo em vista a falta de educação geral.

Algumas faixas ou ciclofaixas já ajudariam bastante. Para quem não sabe, ciclofaixa é uma linha pintada na rua de uso preferencial pelas bicicletas. Os carros não podem estacionar em cima delas.

Todavia, mesmo com todas essas dificuldades temos encontrados incentivadores e apoiadores por onde passamos. O que indica que estamos no caminho certo. Várias pessoas acham que o Rio deve se tornar uma cidade ciclística.

E outros populares gritam nosso nome. Não sei se isso acontece com outros candidatos. É bem gratificante esse tipo de incentivo que parte de todas as camadas da população. Domingo passado, um senhor no Leblon gritou: - Avante, Carlos Pedala! Não é bacana o povo carioca!

Carlos Pedala. Pedala com você. 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

ÓPERA PRIMA




Internauta:

A Justiça Eleitoral finalmente deferiu o registro de nossa candidatura. Agora, estamos oficialmente candidatos.

Já fizemos a primeira prestação de contas e gravamos o anúncio para a TV. A locação foi feita na produtora Ópera Prima. A turma é meio descabelada (indústria criativa, não é?) e cheia de bossa.

O clima é descontraído e profissional, percebemos estar tratando logo com gente séria e antenada. Como o Paulo, ciclista, que tem a ideia bem clara sobre os problemas que enfrentamos nos deslocamentos diários pela Cidade.

Recebemos dicas de como atuar nas redes sociais e conselhos sobre as melhores práticas.

São só cinco segundos de vídeo. Não dá para dizer muito. Mas sempre é bom para lembrar a todos que nos conhecem que estamos na luta.

Assim, agradecemos ao PPS, a Norma, em especial, e a toda galera da Ópera Prima. Valeu a dedicação e o empenho. Muito obrigado!
  

Carlos Pedala. Pedala com você.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

JINGLE DA CAMPANHA, PRIMEIRO VÍDEO


UWCT E CAMPANHA




Internauta:

A campanha em cima da bicicleta está fazendo enorme sucesso. As pessoas de  modo geral acham engraçado o nome “Carlos Pedala” e demonstram isso ao pronunciarem o mesmo quando passamos.

Ontem, pedalamos o dia inteiro. Já por volta das 7:00hs da manhã, estávamos em frente ao sambódromo para assistir a partida da etapa do campeonato mundial amador de bikes - UWCT. A saída foi pontual.

Todavia, achamos o local e o horário não apropriados. Só conseguimos chegar em cima da hora. Ficamos com receio de sair tão cedo. Havia mais ciclistas do que público assistindo.

Não é um local adequado, nem o horário também o foi. Ninguém vai acordar às cinco da manhã no domingo para assistir ciclistas na Presidente Vargas. O esporte ainda não atraí o grande público.

Precisamos trazer esses eventos para o Aterro do Flamengo. Como acontece quase todo fim-de-semana com as corridas rústicas. É a melhor forma de divulgar o esporte e o ciclismo como um meio de transporte.


Pelo que pudemos perceber, houve dificuldade da organização com relação ao local e hora. Talvez, as autoridade ainda não estejam suficientemente consciente da importância desses eventos para o desenvolvimento do ciclismo em nossa Cidade.

Vamos assumir esse compromisso. Fazer do esporte uma forma de divulgação da atividade ciclística. Então, precisamos pedalar.

Carlos Pedala. Pedala com você. 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

CHICO DA CURIMBA




Internauta:

O jingle da campanha ficou ótimo. Os músicos são da melhor qualidade e o resultado não poderia ser outro.

Recebemos diversas demonstrações de apoio e manifestações afetuosas como a proposta que estamos transmitindo.

É uma energia muito positiva a que estamos recebendo. Ouvimos também criticas à atuação dos vereadores. Lembramos sempre que a atividade do vereador é bem limitada.

O legal de estar na rua é encontrar diversos amigos. E conhecer outras tantas pessoas. É bem divertido. As pessoas entendem de modo bem fácil a proposta. E o Chico da Curimba, aquele da música do Zeca Pagodinho e Dudu Nobre, junto-se a nós.

A campanha ganhou uma dimensão significativa. Foi o Chico que emprestou a voz ao jingle. Ficou o creme de la creme. Afinal, estamos falando da nata do samba carioca. Só profissional e gente da melhor qualidade.

Nas ruas a qualidade musical é percebida. O astral fica lá em cima. É muito legal. Andamos de bicicleta o dia inteiro. Dá um cansaço, mas está sendo divertido.

Carlos Pedala. Pedala com você. 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

VAMOS PEDALAR




Jingle
Vamos Pedalar
Letra: Filipe, Pedro e Carlos Pedala
Música: Rafa, Levi e Chico da Curimba

Pe-pe-Pedala. (2x)
Carlos Pedala.
Pedala com você.
23.543.

Ele é o Cara.
Ele é o Cara.
Fala: educação,
saúde e bem-viver.
23.543.

Pedala. Pedala. Pedala.
Carlos Pedala.
Pedala com você.
23.543. 

quarta-feira, 25 de julho de 2012

JINGLE




Internauta:


Acabamos de chegar da jornada de campanha ciclística. Já dissemos que fazemos uma metacampanha, pois a campanha já é a proposta. Basicamente andamos de bicicletas, divulgado nosso nome.

Essa é a primeira fase da campanha. Consiste na divulgação do nome de candidatura e do número ao máximo dentro da nossa área escolhida para propagação.

Hoje, no Leblon, fomos indagados pelo Sr. Paulo e Senhora. Eles perguntaram qual era nossa proposta. Dissemos: tornar o Rio uma cidade mais amigável ao transporte através das bikes.

Eles sugeriram que ampliássemos para os cadeirantes. Já que tinha sido de marinha, havia viajado o mundo inteiro e acha que precisamos evoluir muito, mas muitíssimo mesmo.

Dissemos ser otimistas, para nós o Brasil como um todo havia melhorado bastante desde o tempo em que éramos jovens até os dias de hoje.

Eles argumentaram ainda que é um absurdo os políticos se aposentarem com apenas quatro anos de mandato. E a corrupção deveria ser combatida com extremo rigor.

Um vento forte interrompeu a conversa, despedimo-nos e eles desejaram boa sorte.

No caminho de volta. Dois ciclistas que passaram por nós gritaram: - Pedala! Foi como um reconhecimento do esforço e trabalho empreendido. Às vezes, é bem legal fazer política.

As bicicletas apresentaram algumas falhas técnicas. Precisam de manutenção. Vamos descansar à tarde. À noite iremos gravar o jingle. O Chico da Curimba, aquele da música do Zeca Pagodinho e Dudu Nobre e quem vai comandar a festa.

Carlos Pedala. Pedala com você. 

A CAMPANHA A VEREADOR






Intenauta:

Esse blog se propõe a divulgar minhas ideias e impressões sobre a campanha política nas eleições de 2012. Sou candidato a vereador pelo PPS na Cidade do Rio de Janeiro.

Eu adoro viver no Rio, tenho grande orgulho de ser carioca, muito embora tenha plena consciência dos problemas vividos pela Cidade.

Os reflexos históricos da formação do país, o processo de constituição do estado brasileiro e da nação se refletem em todos os cantos da cidade.

Como você já deve ter percebido, escolhi a bicicleta e o ciclismo como base da minha plataforma política. Não existe apenas um motivo para tal decisão.

Não sou atleta, apenas tomei consciência através da prática - vou trabalhar todos os dias de bike (Flamengo ao Centro) – do significado que essa rotina teve na minha vida e pode ter na vida da urbe.

Assim, devido à percepção da necessidade de uma atuação mais consistente dentro da área política estou aqui.

Decidi me filiar a um partido. O Partido Popular Socialista – PPS, pois no nosso entendimento era um partido de centro-esquerda, e ali poderia me sentir a vontade em relação à ideologia e ideias defendidas pelo grupo.

Na época da escolha, o PPS era oposição, no meio do processo eleitoral houve a coligação com o PMDB.

Existiam duas possibilidades simples: ficar ou largar. Preferi continuar no processo eleitoral, pensei bastante. A decisão foi baseada no fato de não haver por minha parte uma rejeição efetiva ao Candidato da situação: Prefeito Eduardo Paes.

Conheço-o pessoalmente há bastante tempo. Não concordo com tudo que ele fez ou pensa. Porém, como prefeito, acho que foi atuante. Assim, estou aqui.

Carlos Pedala. Pedala com você.