segunda-feira, 27 de agosto de 2012

LIBERDADE DE EXPRESSÃO E OPINIÃO




Internauta:

Sou candidato ao carto de vereador na Cidade do Rio de Janeiro. Minha proposta é simples: trabalhar para tornar a Cidade amigável ao ciclista.

Venho recebendo diversas críticas por isso. Seja pelo fato da ideia ou por apoiar o candidato à reeleição Prefeito Eduardo Paes. Moro na Zona Sul do Rio, onde o candidato em segundo lugar nas pesquisas tem seu maior reduto eleitoral.

Não me importo com as críticas quando educadamente formuladas. Mas não me calo diante de pressões ou qualquer tipo de agressão a mim e as pessoas às quais estou ligado. Tenho recebido agressões verbais e xingamentos. Ora,  você que age assim, não está a favor do bem? Do candidato bonzinho? Como podem tratar o outro de forma tão violenta e grosseira? Apenas porque ele não comunga das suas ideias políticas.

O mesmo acontece com alguns defensores do ciclismo. Dizem que sou oportunista e não entendo nada de ciclismo. Ora, eu não sou atleta. Não estou defendendo a bandeira do esporte em si. Embora entenda que o mesmo deva ser incentivado.

Participei de alguns eventos como mero expectador e vi que havia mais atletas do que público. Quando procuro divulgar minha candidatura através das mídias sociais (Facebook), nos grupos existentes. Dizem que não posso postar minhas ideias e divulgar minha candidatura, pois se trata de um lugar exclusivo para falar de ciclismo. Pô, agora começo a entender porque esporte não atinge as massas.

Ora, se venho com uma plataforma política defendendo a divulgação do ciclismo como fator de mobilidade social, no qual o esporte exerceria um forte destaque de divulgação da ideia. Como posso ser tratado dessa forma?  

Falar que o Facebook não é lugar para política. Dizer que todos políticos são iguais. Não sei, mas acho que isso não vai contribuir para nada.

Talvez fosse melhor defender a liberdade de expressão e opinião política.

Carlos Pedala. Pedala com você. 

CICLOVIAS NA HOLANDA

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

JULIEN ASSANGE





Discurso de Julien Assange, na embaixada do Equador, Londres.


Falo daqui, porque não posso estar mais perto de vocês. Obrigado por estarem aí.

Obrigado pela coragem de vocês e pela generosidade de espírito.

Na noite de 4ª-feira, depois de essa embaixada ter recebido uma ameaça, e de a polícia ter cercado o prédio, vocês vieram para cá, no meio da noite, e trouxeram, com vocês, os olhos do mundo.

Dentro da embaixada, durante a noite, eu ouvia os policiais andando pelas entradas de incêndio do prédio. Mas sabia que, pelo menos, havia testemunhas. Isso, graças a vocês.

Se o Reino Unido não pisoteou as convenções de Viena e outras, foi porque o mundo estava atento e vigilante. E o mundo estava vigilante, porque vocês estavam aqui.

Por isso, da próxima vez que alguém lhes disser que não vale a pena defender esses direitos tão importantes para nós, lembrem a eles dessa noite de vigília, tarde da noite, na escuridão, à frente da Embaixada do Equador. Façam-nos lembrar como, pela manhã, o sol raiou sobre um mundo diferente, quando uma valente nação latino-americana levantou-se em defesa da justiça.

Agradeço ao bravo povo do Equador e ao presidente Correa, pela coragem que manifestaram, ao considerar o meu pedido e ao conceder-me asilo político.

Agradeço também ao governo e ao ministro do Exterior do Equador Ricardo Patiño, que fizeram valer a Constituição do Equador e sua noção de cidadania universal, na consideração que deram ao meu caso.

E ao povo do Equador, por apoiar e defender sua Constituição. Tenho uma dívida de gratidão também com o pessoal dessa embaixada, cujas famílias vivem em Londres e que me manifestaram gentileza e hospitalidade, apesar das ameaças que todos eles receberam.

Na próxima 6ª-feira, haverá reunião de emergência dos ministros de Relações Exteriores da América Latina em Washington, DC, para discutir essa nossa situação. Sou extremamente grato ao povo e aos governos de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Honduras, México, Nicarágua, Peru, Venezuela e a todos os demais países da América Latina que defenderam o direito de asilo.

Ao povo dos EUA, Reino Unido, Suécia e Austrália, que me deram apoio e força, mesmo quando seus governos me negavam qualquer direito. E às cabeças mais arejadas de todos os governos, que ainda lutam por justiça: o dia de vocês raiará.

À equipe, apoiadores e fontes de Wikileaks, cuja coragem, compromisso e lealdade foram sem iguais.

Minha família e meus filhos, que vivem sem pai, perdoem-me. Logo estaremos novamente reunidos.

Enquanto Wikileaks estiver sob ameaça, ameaçadas estarão também a liberdade de expressão e a saúde de nossas sociedade. Temos de usar esse momento para articular a decisão diante da qual está hoje o governo dos EUA.

Voltará o governo dos EUA a reafirmar os valores sobre os quais aquela nação foi fundada? Ou o governo dos EUA despencará do precipício, arrastando com ele todos nós, para um mundo perigoso e repressivo, no qual os jornalistas serão para sempre silenciados, pelo medo das perseguições, e os cidadãos serão condenados a sussurrar na escuridão?

Digo que isso não pode continuar. 

Peço ao presidente Obama que faça a coisa certa. 

Os EUA têm de desistir dessa caça às bruxas contra Wikileaks. 

Os EUA têm de cancelar a investigação pelo FBI, contra Wilileaks.

Os EUA têm de se comprometer a não perseguir nem processar nosso pessoal, nossa equipe e nossos apoiadores.

Os EUA têm de prometer, ante o mundo, que nunca mais perseguirão jornalistas exclusivamente porque jornalistas lancem luz sobre crimes cometidos pelos poderosos.

Têm de ter fim todos os discursos insanos sobre processar empresas de jornalismo, seja Wikileaks ou o New York Times.

A guerra do governo dos EUA contra os que apitam e lançam sinais de alarme justificado e legítimo tem de acabar.

Thomas Drake e William Binney e John Kiriakou e tantos outros heroicos guardas avançados, que alertaram para os piores perigos que eles, antes de outros, viram chegar, têm de ser – eles têm de ser! – perdoados e indenizados pelos riscos a que se expuseram e pelos sofrimentos que padeceram, para bem cumprir seu dever, como bons servidores do interesse público.

E o soldado que permanece em prisão militar em Fort Levenworth, Kansas, que a ONU constatou que viveu sob as mais monstruosas condições de prisão em Quantico, Virginia, e que ainda não foi julgado, mesmo depois de dois anos de prisão, tem de ser posto em liberdade. 

Bradley Manning tem de ser libertado.

Se Bradley Manning realmente fez o que é acusado de ter feito, então é herói e exemplo para todos nós, e um dos mais importantes prisioneiros políticos do mundo, hoje.

Bradley Manning tem de ser libertado.

Na 4ª-feira, Bradley Manning completou 815 dias de prisão sem julgamento. A lei estipula o prazo máximo de 120 dias.

Na 3ª-feira, meu amigo Nabeel Rajab, presidente do Centro de Direitos Humanos do Bharain foi condenado a três anos de prisão, por um tweet

Na 6ª-feira, uma banda russa foi condenada a dois anos de cadeia, por uma performance de conteúdo político.

Há unidade na opressão. Tem de haver absoluta unidade e absoluta determinação na resposta. Obrigado.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

RETO AGIR




Internauta:

A campanha começa a esquentar. Os resultados do trabalho que realizamos até aqui, indicam os objetivos traçados estão sendo atingidos.

As pessoas nos param e pedem mais informações sobre as propostas que temos. Vamos continuar o caminho escolhido.

Há várias ofertas e aparentes oportunidades para que busquemos outras formas e nichos de divulgação. Devemos resistir as “tentações” e continuar como a estratégia traçada.

Não podemos dividir as forças e seguir por caminhos já trilhados por outros, dos quais sabemos por observação não levarem a nada. O eleitor não é bobo. Longe disso. Assim, compreendemos que o melhor a fazer é ser direto no ponto e dizer ao que viemos.

Somos convidados para rodas de samba, visitações a igrejas evangélicas, obras assistenciais, seguimentos profissionais, sindicatos cartoriais, etc. Respeitamos todos e entendemos suas demandas. Quando eleitos, estaremos dispostos a colaborar com o que for preciso.

Apenas gostaríamos de ressaltar que há uma estratégia de campanha traçada, devemos confiar no que planejamos durante bastante tempo. As oportunidades de divulgação das ideias que defendemos têm que ser analisadas com precisão.

A congruência com as ideias que pregamos deve ser observada. É o reto agir e o reto pensar que falava o filósofo grego Aristóteles. A essência da proposta é: tornar a Cidade do Rio de Janeiro amigável aos ciclistas.

As consequências da viabilização dessa ideia são muitas. Tais como: preservar o silêncio, melhorar as condições do trânsito, melhorar as saúde do cidadão, incentivar o esporte, preservar o planeta, diminuir a poluição e por aí vai.

Não se trata de uma panaceia para todos os males, mas achamos que uma  simples mudança de atitude pode contribuir de modo significativo para o bem-viver dos cariocas.

Carlos Pedala. Pedala com você. 23 543

domingo, 12 de agosto de 2012

SILÊNCIO E JOGOS




Internauta:

Hoje, é dia dos pais. Desejo felicidade a todos. Embora entenda que essas datas são boas para o comércio, pois devemos expressar nosso amor aos pais, às mães, às namorada(o)s e a todos, todos os dias.

As Olimpíadas terminam hoje também. O roteiro foi seguido à risca. No futebol, ganhamos a prata, ou melhor, perdemos o ouro. Mas valeu. A garotada se esforçou, por mais que queiramos vencer, perder faz parte do jogo.

O prefeito foi lá receber a tocha. A bola agora está com a gente. Vamos ver se daqui a quatro anos a gente melhora um pouco. Devemos sempre manter o otimismo.

Lembrando que as eleições estão chegando. E devemos pensar bem quem serão nossos representantes quando os jogos olímpicos aqui chegarem.

E como alguém lembrou: andar de bicicleta é muito mais do que apenas andar de bicicleta. Pensem sobre isso. E viva o silêncio. Já reparou como ele é eloquente.

Carlos Pedala. Pedala com você. 

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

RIO DA BICICLETA





Internauta:

A campanha parece começar a fazer efeito. Por todos os lugares, onde passamos habitualmente, as pessoas já nos reconhecem e saúdam a proposta de andar de bicicleta.

É de fato uma campanha ecológica. O cansaço natural pelo esforço tem melhorado o sono e sentimo-nos mais dispostos a cada dia que passa. Várias pessoas se oferecem para trabalhar com a gente.

Ainda não estamos na fase de divulgação direta. Trabalhamos com a ideia de uma divulgação mais geral. Vemos poucos candidatos nas ruas e poucos cabos eleitorais também.

Algumas placas e pouquíssima distribuição de santinhos é o que conseguimos observar, principalmente, no Centro. E um pouco no Aterro do Flamengo aos domingos.

A única exceção é o candidato a vereador Guaraná. Que está presente por toda a cidade. Ele tem um grande aparato. A campanha dele é maior do que de todos os outros candidatos a prefeito juntos.

Nós vamos continuar pedalando nossa bicicleta e divulgando a ideia de uma Cidade ciclística.

Carlos Pedala. Pedala com você. 

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

JUSTIÇA ELEITORAL




Internauta:



Ser candidato não é uma tarefa tão simples. A Justiça Eleitoral exige grande quantidade de certidões e documentos. Há a necessidade da homologação pela justiça do seu registro de candidato.

Até aí, tudo certo. Realmente todos temos que comprovar sermos dignos e cidadãos de bem, antes de tudo, pois se não comprovamos, não somos.

Comigo se deu um fato interessante. Após ver a publicação do deferimento de minha candidatura no site do TER-RJ fiquei tranquilo, achando que estávamos com a candidatura plena.

A partir daí, procurei me dedicar integralmente à campanha. Ocorre que nessa sexta-feira, decidi visitar o local onde nasci e ainda moram minha querida Mãe, irmãos e afins. É sempre bom rever os amigos e avisá-los de nossa candidatura.

Lá, recebi telefonema do PPS para que me dirigisse ao TRE, no Centro do Rio e procurasse me informar no quarto andar sobre o que estava ocorrendo com a publicação da homologação da candidatura, uma vez que não a encontraram o D.O.

No cartório fui informado que de fato havia ocorrido a homologação e a publicação da mesma. E que o partido não havia visto.

Liguei para o PPS, onde o Sr. Percinoto orientou-me a pedir o dia da publicação. Voltei ao cartório, onde a funcionária se demonstrou bastante indignada com a minha petulância. Exasperando-se e falando em voz alta e alterada que a obrigação de verificar a publicação era minha e do partido e que eu estava perturbando o trabalho deles.

Com a publicação em punho a funcionaria ordenava que eu olhasse para ver que não havia ninguém mentindo ou coisa que o valha no cartório. Perguntava insistentemente se eu tinha visto.

Apenas quando respondi que tinha problemas visuais e não conseguia enxergar o que estava escrito foi que a mesma voltou a sua tranquilidade e em tom um pouco mais sereno , porém ainda exasperado disse que eu procurasse no D.O do dia 30 de julho entre as páginas 65 e 67 do mesmo. E repetindo que era obrigação minha e do partido verificar a publicação.

Dirigi-me então à sede do partido, onde verificamos o erro no número de nossa candidatura. A publicação foi homologada com o número 22.543 e não 23.543.

Esse pequeno equívoco fez o meu nome não constar no rol dos candidatos do PPS o que originou a confusão. Orientado pelo partido redigi carta de próprio punho direcionada ao juiz eleitoral pedindo a correção. No cartório me informaram que não faria diferença, pois havia outro número correto na publicação. O que você acha eleitor, deveria ou não me preocupar?

Carlos Pedala. Pedala com você. 

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

OS CARIOCAS




Intenauta:

A campanha continua a toda. Estamos pedalando pelo Centro. O bairro é bastante movimentado. A falta de educação de alguns motoristas é a maior dificuldade que encontramos.

Hoje, já na volta, na praia do Flamengo, em frente ao número 200, fomos fechados por um carro que resolveu estacionar na nossa frente. Era como se não existíssemos. Esperamos uma passageira descer para a motorista resolver nos deixar passar.

Andar de bicicleta é de fato perigoso nas ruas do Rio de Janeiro. Falta educação aos motoristas, aos pedestres e aos próprios ciclistas. Nem nas ciclovias encontramos uma segurança adequada, tendo em vista a falta de educação geral.

Algumas faixas ou ciclofaixas já ajudariam bastante. Para quem não sabe, ciclofaixa é uma linha pintada na rua de uso preferencial pelas bicicletas. Os carros não podem estacionar em cima delas.

Todavia, mesmo com todas essas dificuldades temos encontrados incentivadores e apoiadores por onde passamos. O que indica que estamos no caminho certo. Várias pessoas acham que o Rio deve se tornar uma cidade ciclística.

E outros populares gritam nosso nome. Não sei se isso acontece com outros candidatos. É bem gratificante esse tipo de incentivo que parte de todas as camadas da população. Domingo passado, um senhor no Leblon gritou: - Avante, Carlos Pedala! Não é bacana o povo carioca!

Carlos Pedala. Pedala com você. 

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

ÓPERA PRIMA




Internauta:

A Justiça Eleitoral finalmente deferiu o registro de nossa candidatura. Agora, estamos oficialmente candidatos.

Já fizemos a primeira prestação de contas e gravamos o anúncio para a TV. A locação foi feita na produtora Ópera Prima. A turma é meio descabelada (indústria criativa, não é?) e cheia de bossa.

O clima é descontraído e profissional, percebemos estar tratando logo com gente séria e antenada. Como o Paulo, ciclista, que tem a ideia bem clara sobre os problemas que enfrentamos nos deslocamentos diários pela Cidade.

Recebemos dicas de como atuar nas redes sociais e conselhos sobre as melhores práticas.

São só cinco segundos de vídeo. Não dá para dizer muito. Mas sempre é bom para lembrar a todos que nos conhecem que estamos na luta.

Assim, agradecemos ao PPS, a Norma, em especial, e a toda galera da Ópera Prima. Valeu a dedicação e o empenho. Muito obrigado!
  

Carlos Pedala. Pedala com você.