Internauta:
A campanha para a eleição municipal ainda está morna. Há bem poucos candidatos
trabalhando. Nas redes sociais vemos que alguns querem se apossar de forma hegemônica
das falas. Eles aproveitam seu domínio do meio para tentar impor seu ponto de
vista.
Seria
mais ou menos como se a mídia de massa estivesse sendo dominada por um grupo
maior de pessoas; mas, ainda assim, uma minoria mais preparada em termos de
leitura e confronto com outras possibilidades teóricas.
Não
diríamos nem mais inteligentes. Talvez, com maior preparo dentro de uma cultura
livresca e universitária. Todavia, sujeita às mesmas pressões autoritária e
patrimonialistas, que estão na base da formação de nosso estado e da nossa
nação.
Eles
sempre se agrupam em torno de alguém, uma personalidade que elegem como o
grande pai. O cara cujo caráter lhes falta. Capaz de os guiar para a terra da
ética e da bondade.
Quem
viveu um pouco, e já chegou a algum tempo dos anos setenta, não se deixa
enganar por essas falácias. Entretanto, a juventude descolada da Zona Sul carioca
e as mentes mais antenadas dos nossos subúrbios embarcam fácil nessa moda.
Caso
o leitor não concorde com o que escrevemos. Experimente confrontá-lo dizendo
simplesmente que não irá votar no candidato cujo nome é incorporado de modo “espontâneo”
ao dos seus fanáticos seguidores.
Viva
a democracia! Enquanto os descolados deixarem ela existir.
Carlos
Pedala. Pedala com você.

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